quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Presos por morte de ambulante são reconhecidos e deixam delegacia sob proteção da polícia

OS primos Alípio Rogério dos Santos e Ricardo Martins do Nascimento, presos acusados de matar o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas na Estação Pedro II do Metrô, na noite de Natal, saíram da sede da Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na tarde desta quarta-feira (28), aos gritos de "vagabundos" e "assassinos" da multidão que acompanhava do lado de fora. Segundo a polícia, quase 4 mil pessoas estavam em frente à delegacia, localizada na Estação Palmeiras/Barra Funda. Os dois suspeitos foram reconhecidos por todas as 14 testemunhas e, de acordo com o delegado do caso Rogério Marques, nem eles próprios negam o que fizeram. "Pelo vídeo que analisamos, é clara a intenção de matar a vítima", acrescentou. Entre as testemunhas presentes estava a travesti Raíssa, que segundo a investigação, foi defendida por Ruas pouco antes de ele ser espancado. Após prestarem depoimento, Alípio e Ricardo tiveram de sair da delegacia protegidos por uma barreira de policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE). Um dos agentes chegou a dar um tiro de alerta para o alto para evitar que as pessoas pulassem a grade e agredissem a dupla. Os agressores irão responder pelo homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima) e por lesão corporal contra dois homossexuais, que sobreviveram. Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, chega à Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), no Terminal Barra Funda, na zona oeste de São Paulo (Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo) Eles ficarão na carceragem do 77º DP, na Santa Cecília, no Centro da cidade, enquanto durar a prisão temporária, que é de 30 dias, prorrogáveis por mais 30. O delegado Marques já adiantou, no entanto, que após instaurar o inquérito vai pedir a prisão preventiva dos suspeitos. Neste caso, eles seriam levados para um Centro de Detenção Provisória (CDP), onde ficariam detidos sem prazo determinado para saírem. "Tem que tirar esses agressores do convívio social", disse. Segundo o delegado, os primos alegam que foram urinar em uma praça próximo à estação quando foram abordados por moradores de rua que os roubaram. Alípio e Ricardo disseram à polícia que tentaram reaver os pertences levados e Luís Carlos Ruas intercedeu em favor dos supostos ladrões. "Eles alegam que esse ambulante, tentando defender os moradores de rua, teria dado uma garrafada no Alípio", contou Marques. "Antes de fazerem o interrogatório, eles foram orientados pelo advogado, então o advogado com certeza deve ter feito uma história e repassado para eles", ressaltou ele. Testemunhas reconhecem segundo agressor de ambulante em SP O delegado disse que nenhuma das testemunhas ouvidas relatou ter presenciado algum roubo naquela noite ou a suposta garrafada dada por Ruas. Apenas uma testemunha, entretanto, confirmou ter visto a confusão desde o princípio. Marques afirmou ainda LEIA MAIS : http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/presos-por-morte-de-ambulante-sao-reconhecidos-e-deixam-delegacia-sob-protecao-da-policia.ghtml

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