quarta-feira, 13 de abril de 2016

Paula Fernandes rebate críticas: "Sou profissional, isso incomoda"

São 9h30 da manhã e Paula Fernandes se divide entre duas funções. Com uma mão, capricha na feitura dos cachos do próprio cabelo; na outra, conversa com a reportagem do UOL. "Acho que é dom de mulher. A demanda é muito maior para gente", ela brinca. O bom humor matutino tem razão de existir. Nos dias 15 e 16, ela grava um novo DVD, no Citibank Hall, em São Paulo. Promete convidado especial, uma produção mais clean --"para ressaltar a beleza da artista", ela observa --e figurino de roqueira. Seria mais um passo para se distanciar do sertanejo que a lançou? "Eu tenho muito orgulho da minha raiz sertaneja, mas eu, como compositora, não posso me reprimir", explica, enquanto se prepara para gravar uma participação no programa "Caldeirão do Huck", na mesma Rede Globo que supostamente poderia puni-la na geladeira por reclamar do violão desafinado no "Domingão do Faustão". "Sinceramente, eu vejo isso coisa de gente à toa", rebate. "Sou profissional e isso deve incomodar". É o momento em que ela dispara a falar mesmo, ainda que rindo. Critica quem cria fofocas, em especial uma montagem em que ela aparece ao lado da presidente Dilma Rousseff, como "prova" de seu apoio ao governo. "Eu não quero corrupção no poder, como qualquer brasileiro. A pessoa que está no poder tem que pensar no bem comum, e não no bem próprio". UOL - Você está acostumada a grandes produções no palco. Como vai ser a gravação do novo DVD? Paula Fernandes - Optei por figurinos mais clean, com a pegada mais rocker. Optei pelo preto. Eu tenho um histórico de shows mais cênicos e optei agora por algo mais enxuto para ressaltar a beleza da artista. Vai ter participação especial com Sandy, que vai cantar comigo uma música bastante importante para mim. Algumas inéditas, mas a base do trabalho é o CD "Amanhecer". Esse show começa com o anoitecer, passa pela madrugada e termina no amanhecer. Em qual dessas três fases você funciona melhor? Na madrugada. É o horário que parece que eu estou na solidão do mundo, sabe? É uma questão de energia, acho. Sou muito produtiva nessa hora. Você foi ao show do Coldplay no no Rio de Janeiro. O pop está te influenciando cada vez mais? Muito. Eu tenho muito orgulho da minha raiz sertaneja, mas eu, como compositora, não posso me reprimir. Eu sou muito eclética, ouço de tudo. Eu não tenho preconceito. Sou uma representante da música popular brasileira. Na hora da produção, a própria música pede o que deve ser feito com ela. Outras canções eu já acho que ficam melhores só com voz e violão. Simples assim. Você costuma fazer uma maratona de programas, gravações de DVDs, lançamentos de discos. Como manter a criatividade e a liberdade artística com uma agenda apertada? FONTE : Tiago Dias Do UOL, em São Paulo

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