terça-feira, 12 de maio de 2015

Excesso de autores prejudica Babilônia, diz Lauro César Muniz

Fora da TV desde dezembro de 2013, o dramaturgo Lauro César Muniz decidiu que não vai mais escrever telenovelas. "É muito desgastante", diz o autor de 77 anos, responsável por sucessos como Roda de Fogo (1986) e O Salvador da Pátria (1989). Um folhetim com muitos colaboradores, para ele, atrapalha a criação do autor principal. Seria esse, em sua opinião, o motivo do insucesso de Babilônia, pior audiência da Globo às 21h desde os anos 1970. "O processo industrial, em que muitos coautores e colaboradores participam, abafou o ímpeto criativo do Gilberto [Braga]. Este talvez seja o mais cruel desse processo industrial que tomou conta das novelas desde meados da década de 1990. Muitas cabeças diluem o estilo do autor principal", opina Muniz em entrevista ao Notícias da TV. Babilônia tem três autores principais (Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga) e sete roteiristas colaboradores. A novela teve um início terrível no Ibope, em março, e só começou a se recuperar nas últimas duas semanas, quando a Globo reeditou capítulos e aceleou a trama. Mesmo com a operação de salvamento, a trama tem média baixa para o padrão da emissora: 25 pontos na Grande São Paulo (cada ponto equivale a 67 mil domicílios). http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/novelas/excesso-de-autores-prejudica-babilonia-diz-lauro-cesar-muniz-7805

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