quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

'' FEIRA DO ROLO '' EM SÃO MIGUEL PAULISTA É VISITADA POR PRODUTORES DO ''BOM DIA BRASIL '' DA TV GLOBO

O Bom Dia Brasil revela o mundo clandestino da venda de celulares roubados na maior cidade do país. Os aparelhos são expostos no chão ou em feiras improvisadas, chamadas feiras do rolo, que acontecem durante o dia e em pontos movimentados de São Paulo. Até mesmo dentro de uma estação de metrô. Não tem como não desconfiar vendo os preços dos aparelhos, que são muito mais baratos. Não dá para achar que um celular de R$ 3 mil pode custar R$ 400 em uma feira na rua. Quem compra sabe que é produto roubado. E são muitos roubos desse tipo de aparelho. Alguns vão parar numa feira clandestina no coração da cidade. De cada dez celulares vendidos no país, oito são smartphones. Hoje, eles já somam 50 milhões de aparelhos no país. Um produto cobiçado tanto por consumidores, quanto por bandidos. Ana teve o smartphone furtado da bolsa quando estava na escada rolante de um shopping. “Eu estava, tipo, tinha gente atrás, gente na frente, gente dos lados, ele pegou da minha bolsa e eu não vi”, conta a estudante Ana Beatriz Veiga de Morais. De janeiro a outubro deste ano no estado de São Paulo, em 16% dos casos de roubos, os ladrões levaram smartphones, celulares e tablets. Até lojas de eletroeletrônicos estão na mira dos criminosos. Na semana passada, uma quadrilha foi presa, acusada de assaltar duas lojas. Eles rendiam os funcionários e depois recolhiam produtos como celulares e tablets. E muito do que é roubado costuma ser vendido nas ruas. Um dos principais pontos do comércio ilegal de smartphones funciona na Praça da Sé, no centro de São Paulo. A compra e a venda dos aparelhos são feitas abertamente à luz do dia. O grupo se reúne durante à tarde. A movimentação é intensa. Quando chove, eles entram na Estação Sé do metrô que fica ao lado e oferecem dezenas de aparelhos. O produtor do Bom Dia Brasil esteve em uma feira, no bairro de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. Smartphones ficam expostos no chão e são vendidos em bancas improvisadas. Aparelhos que custam R$ 2 mil, R$ 3 mil são oferecidos por bem menos. Bom Dia Brasil: Quanto é esse? Vendedor: 400 (reais)! Bom Dia Brasil: É usado? Vendedor: Não, tá novo! Zero! Mas os usados são maioria. Bom Dia Brasil: É antigo, né? Vendedor: Não, esse aqui já é, já é 3G. É bom esse aí. O comércio é clandestino. Os aparelhos não têm nota e muitos foram bloqueados. Um procedimento comum adotado por donos de smartphones que tiveram os aparelhos roubados. Bom Dia Brasil: Tá travado? Vendedor: Não, você tem que desbloquear, entendeu? Você tem que abrir ele, abrir o menu. Só na internet que abre. É o seguinte: ou você tenta desbloquear, se não conseguir, você vai usar a peça, né. Os bloqueados custam menos ainda porque muitas vezes acabam desmontados e têm as peças vendidas. Vendedor: 120 (reais)! Bom Dia Brasil: Esse aqui, só? Vendedor: Só a peça, só! To pedino 150 (reais). Bom Dia Brasil: Esse também tá bloqueado? Vendedor: Tá! Em nota, a Secretaria de Segurança Pública disse que, desde abril, a polícia tem uma operação chamada Caixa de Pandora, que já apreendeu mais de 117 mil produtos irregulares e falsificados, entre eles, celulares. e que outra operação apreendeu, no segundo semestre deste ano, outros 7 mil celulares sem comprovação de origem. Em São Miguel Paulista, onde tem a feira do rolo, a delegacia e a companhia de polícia estão montando uma operação em conjunto com a prefeitura para combater o comércio irregular. FONTE : BOM DIA BRASIL /TV GLOBO

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