sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

DESCOBERTA CORRUPÇÃO MILIONÁRIA NO HOSPITAL SANTA MARCELINA NO ITAIM PAULISTA ZONA LESTE DA CAPITAL

Esquema de corrupção desviava recursos do SUS em hospital no Itaim Paulista, em SP; objetivo era ocupar leitos só por um dia para bater meta Um esquema de corrupção montado em um hospital de São Paulo desviava recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) dispensando a internação de pacientes idosos ou com doenças graves, aceitando no lugar deles os mais jovens e saudáveis. O objetivo era ocupar os leitos por apenas um dia e atingir metas com o maior número de internações. No hospital Santa Marcelina, no Itaim Paulista, zona leste da capital, não atender idosos foi uma determinação do responsável pela contratação de vários profissionais, o também médico José Carlos Dias Pereira. As ordens eram dadas via WhatsApp e, nas mensagens, os médicos eram comunicados sobre quantas internações cada um deveria fazer e quem poderia ser internado. Em uma mensagem de celular, ele destacou o que era preciso fazer: instruiu que seriam doze internações por dia, seis para cada médico do Fluxo Verde. A cor determina a gravidade do estado do paciente e o verde significa risco zero. Em outra mensagem, Dias Pereira alertou para o perfil das internações: “Os pacientes devem ser: jovens, hígidos, com diagnóstico simples e precisos, para podermos dar alta com segurança! Evitem pacientes idosos, com ICC, pneumonia e múltiplas comorbidades”, escreveu. Assim, os pacientes do chamado Fluxo Verde não chegavam nem a passar por exames, como apurou com exclusividade o Jornal da Band. O hospital Santa Marcelina Itaim recebe verbas do SUS através da Secretaria Estadual de Saúde. Os médicos que trabalham no pronto-socorro e no atendimento de alguns andares são terceirizados pela empresa Dias e Dias medical, de propriedade do médico e gestor de saúde pública José Carlos Dias Pereira. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CRM-SP) abriu sindicância para investigar a denúncia e averiguar se houve participação do hospital no esquema. O hospital confirma que existem metas a serem cumpridas junto à Secretaria Estadual de Saúde, mas nega ter orientado médicos a selecionar internações. O caso foi parar também na Promotoria Pública, que promete agir com a ajuda do Gaeco ( Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Em nota, a Secretaria de Saúde pediu a apuração imediata dos fatos e determinou o rompimento do contrato do hospital com a Dias & Dias Medical, além de ordenar a contratação de outra empresa, sem a interrupção do atendimento aos pacientes. FONTE : BAND NOTICIA /PORTAL UOL

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