segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ditadura tirou Flávio Cavalcanti do ar por fazer sensacionalismo

No auge da repressão da ditadura militar, um programa líder de audiência foi suspenso durante 60 dias por divulgar a história de um homem que emprestou a mulher ao vizinho. Esta foi a situação vivida em 1973 por Flávio Cavalcanti (1923-1986), na atração que levava seu nome e fazia sucesso nas noites de domingo na Tupi, em guerra pela audiência com a Globo. Na época, a exploração de temas sensacionalistas já era amplamente utilizada. A suspensão ajudou a Globo, que estava para lançar o Fantástico. No dia 11 de março de 1973, lá estava Cavalcanti apresentando seu programa ao vivo. A atração atiçou a ira dos generais ao mostrar no polêmico quadro Flávio Confidencial a história desse homem, pai de cinco filhos, que havia ficado inválido e emprestou a mulher ao vizinho. Foi a gota d’água, já que os militares também estavam incomodados com a notícia que circulava envolvendo a proteção do apresentador à atriz Leila Diniz (1945-1972), perseguida pela ditadura. Logo após a exibição, a emissora foi avisada de que a Censura Federal queria a gravação para análise. Três ministros cuidaram do assunto: Higino Corsetti (Comunicações), Jarbas Passarinho (Educação) e Alfredo Buzaid (Justiça). Eles integravam uma comissão do governo que avaliava o nível da programação da televisão brasileira. LEIA MAIS ; http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/ditadura-tirou-flavio-cavalcanti-do-ar-por-fazer-sensacionalismo-4622

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